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Ensino a distância já atende quase 15% dos universitários

28/11/2009

   Em 2008 havia 5.808.017 estudantes matriculados em cursos superiores no Brasil, 10,6%  a mais do que em 2007. De um ano para outro também cresceram 5,7% o número de vagas – de 2.823.942 para 2.985.137 – e 5,2% o de cursos oferecidos por estabelecimentos públicos e privados. Eram 24.719 ao fim de 2008, um quarto deles ministrados em instituições públicas e o restante em escolas privadas. O número de instituições, no entanto, era 1,3% menor do que no ano anterior: 40, das 2.281 universidades, centros universitários e faculdades que existiam em 2007, sofreram processos de fusão ou simplesmente fecharam por falta de demanda.

   As informações do Censo da Educação Superior 2008, divulgado ontem pelo MEC, dão conta de que o ensino universitário se mantém em expansão e que mostram resultados positivos as políticas adotadas pelo governo federal para facilitar o acesso a segmentos da população que ficavam à margem da universidade. É o caso do ensino a distância e da política de cotas para negros.

   O número de brasileiros que cursam universidades a distância praticamente dobrou entre os anos de 2007 e 2008 e chegou a quase 728 mil. Esse aumento, segundo a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, reflete da melhoria de qualidade e de credibilidade que resultaram das regras da educação a distância editadas em 2007. A legislação obrigou as instituições a manterem polos presenciais autorizados pelo Ministério da Educação e intensificou a supervisão pela Secretaria de Educação a Distância (Seed). Os alunos de ensino à distância já formam 14,3% do total de estudantes na graduação, uma clientela diferente do perfil padrão dos cursos presenciais.

   “São, na maioria, pessoas mais velhas ou que estão fazendo uma segunda ou terceira graduação”, revela o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes. Assim como na educação presencial, o setor privado responde pela maior parte dos alunos de cursos à distância. Em 2008, mais de 60% dos alunos estudavam em cursos particulares.

    O Censo também revela que, das 249 instituições públicas de ensino superior, 93 (37,3%) já oferecem ações afirmativas, como bônus na pontuação das provas ou cotas raciais para alunos de baixa renda ou provenientes de escolas públicas. A política de cotas foi responsável pelo acesso de 22.000 alunos negros às universidades públicas em 2008. Mas eles ainda representam apenas 1,7% dos 1.240.968 alunos matriculados nessas instituições.