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MP acusa Maluf e Tuma de ocultarem cadáveres na ditadura
27/11/2009
O Ministério Público Federal em São Paulo impetrou ação civil pública junto à Justiça Federal para responsabilizar o atual senador Romeu Tuma – ex-delegado e chefe estadual do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) – e o deputado federal Paulo Maluf - ex-prefeito de São Paulo -, entre outras autoridades e agentes públicos com poder de decisão entre os anos de 1964 e 1985, por ocultação de cadáveres de opositores da ditadura militar.
Tuma é acusado de não comunicar aos parentes dos presos as mortes ocorridas dentro do DOPS e Maluf de ter construído o cemitério de Perus para enterrar os “terroristas”.
O MPF pede que os dois sejam punidos com a perda de suas funções públicas e o pagamento de indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um, que seria revertida para ações de preservação da memória sobre as violações aos direitos humanos durante a ditadura. A pena em dinheiro poderá ser diminuída se os denunciados revelarem fatos relacionados ao período.
A ação foi proposta com base nos documentos reunidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vereadores de São Paulo, que investigou em 1990 as ossadas encontradas no cemitério de Perus.