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Economia

São Paulo empobreceu e riqueza nacional está menos concentrada

18/11/2009

A Região Sudeste continua sendo a mais rica do país, mas sua participação na produção nacional de bens e serviços, que determina o Produto Interno Bruto, caiu de 59,1%, em 1995, para 56,4%, em 2007. No mesmo período, cresceu a participação das outras quatro regiões brasileiras no PIB. A do Nordeste aumentou de 12% para 13,1%; a do Sul, de 16,2% para 16,6%; a do Norte, de 4,2% para 5%; e a do Centro Oeste, de 8,4% para 8,9%.

    Esses dados estão expostos nas Contas Regionais 2007 e foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. De acordo com o instituto, oito unidades da federação (São Paulo, Rio, Minas, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Santa Catarina e Distrito Federal) mantiveram-se, de 1995 a 2007, líderes em participação no PIB. Mas o nível de concentração foi reduzido. Aquelas unidades concentravam 81,5% da economia nacional em 1995. E passaram a concentrar 78,7% em 2007.  

PERDAS PAULISTAS

    A queda da participação da Região Sudeste no PIB nacional foi fortemente influenciada pela retração da economia paulista. São Paulo ainda responde por 33,9% do PIB brasileiro, mas respondia por 37,2% em 1995.
   A economia paulista teve perdas de participação na indústria geral, no setor serviços e na indústria de transformação, não compensadas pelo crescimento da agropecuária. A indústria de transformação teve em São Paulo a maior perda de participação no PIB, considerados todos os estados e o Distrito Federal, sobretudo por causa das transferências de alguns setores para outros locais, atraídos por incentivos fiscais.

   Dos demais três estados da Região Sudeste, o Rio de Janeiro manteve em 2007 a participação de 11,2% no PIB, a mesma de 1995, enquanto a de Minas Gerais e a do Espírito Santo aumentaram.

LIDERANÇA DO NORTE

   A pesquisa do IBGE informa que a Região Norte cresceu acima da média nacional, entre 1995 e 2007. Enquanto o crescimento médio do PIB brasileiro foi de 35,8%, o da Região Norte avançou mais do que o dobro disso: 73,6%. A produção de bens e serviços do  Amazonas, puxada pelas atividades do pólo industrial de Manaus, cresceu 96,1%. Entre todas as unidades da federação, esse crescimento do PIB amazonense foi superado apenas pelo do Mato Grosso, que aumentou 111,5% graças ao avanço das atividades agrícolas.
   Na Região Nordeste a produção de bens e serviços cresceu 44% ao longo dos 13 anos avaliados. O Maranhão liderou o aumento, com 60,2%, por causa da expansão da sojicultura, da siderurgia, do transporte e dos gastos com administração pública. No Ceará, em Pernambuco e Alagoas o crescimento do PIB foi inferior ao da média nacional.

   No Sul o crescimento do PIB, de 1995 a 2007, chegou a 39,8%. Já o PIB do Sudeste cresceu 33%. O maior aumento ocorreu no Espírito Santo (69%). Minas teve crescimento de 42%; São Paulo, de 32%, e o Rio, 26%.